“Ser Gay” – Histórias do Armário

Este foi um documentário feito por um usuário do YouTube para informar e dar voz às pessoas dentro do enorme grupo LGBT, que apesar de terem ganhado grandes forças na mídia (como neste blog, em novelas e por toda a internet), nem sempre têm a chance de contar suas histórias pessoais e serem ouvidas.

O vídeo foi traduzido pela gente pra todo mundo poder assistir! Agradecemos desde já pelas opiniões e reações.

Kate Moss – Bad Kate, Good Kate (W Magazine Março)

      Kate Moss posou baphônica, satanista e angelical para a lente de Steven Klein na W Magazine. Vai brincando com a Moss que já já te pega de jeito. A revista W ainda disponibiliza duas capas para compra intituladas: Bad Kate, Good Kate. Fabuloso este ensaio onde se brinca com elementos simbólicos relacionado a religião, anjos e demônios.  Belo uso do branco e preto (falo das cores das roupas) que brinca com o óbvio sem ser óbvio. Dê uma olhada e avalie:

Deus, o Senhor tem um problema de Relações Públicas aqui no Brasil. Até quando?

Vamos começar com uma definição da Wikipédia, só para fins de esclarecimento:

Um Estado secular ou estado laico é um conceito do secularismo onde o Estado é oficialmente neutro em relação às questões religiosas, não apoiando nem se opondo a nenhuma religião. Um estado secular trata todos seus cidadãos igualmente independentes de sua escolha religiosa e não deve dar preferência a indivíduos de certa religião.

Mas, infelizmente, não é o que acontece no nosso país. Com uma das maiores populações cristãs do mundo, o Brasil é palco de uma vergonhosa batalha ideológica na esfera política, com setores conservadores lutando para afundar o país numa nova idade média. Aí vocês podem dizer que se eu quero que homossexuais tenham representatividade política, tenho que aceitar que religiosos também a tenham. Na verdade, não tenho não, por que religião é algo que não deveria caber ao estado e homossexualidade não. Mas o certo MESMO é que ninguém precisasse desse tipo de representatividade, pois um estado justo e NEUTRO legislaria para a população de acordo com suas necessidades, e não de acordo com os interesses de grupos. Aí vão me perguntar sobre os interesses dos homossexuais… Mas a luta homossexual só existe por que a vendeta religiosa quer caçar qualquer direito que tenhamos. Se eles fossem respeitados, não existiria necessidade desse post ou de militância gay.

Enfim, a última é que parlamentares evangélicos estão implicando com as campanhas de prevenção para o Carnaval. Os envolvidos são velhos conhecidos: Magno Malta dizendo que campanhas anteriores estimulavam relações homossexuais, Anthony Garotinho dizendo que homossexuais são privilegiados (onde? No que?), mostrando preocupação com as discussões quanto à lei da Homofobia.

Que essas pessoas continuem seu terrorismo ideológico, clamando que a família como instituição está em ruínas, é um problema delas. Mas tentar impor ao resto do país que enfie a cabeça na areia e ignore simples questões sociais, é simplesmente burrice. E contraditório. Como eu já disse aqui antes, lamentavelmente, os conceitos por trás de costumes, crenças e regras presentes na Bíblia são derivados do machismo, foram criados milênios atrás, por um povo distante e desinformado, que por isso mesmo tinha motivos e desculpa para acreditar que tais práticas fossem o melhor para eles. No Brasil de 2011, não.

A reinvidicação de que a campanha estimule a abstinência e a procriação como forma de prevenção é estúpida e eleitoreira. Estúpida por que os conceitos machistas que formaram a opinião pública no Brasil pregam justamente a promiscuidade, especialmente nos 3 dias de pecado liberado do Carnaval. Eleitoreira por que é mais uma propaganda dos seus ideais, visando agradar uma parcela grande e votante da população. E com dinheiro público. Querem usar o dinheiro público para promover ideiais religiosos!

Mas tio Fab, você não está privilegiando campanhas pró-homossexuais e libertinagem? Não. Uma campanha de saúde deve ser eficiente. Se as pessoas vão usar o Carnaval para transar com todo mundo é problema delas, sejam gays ou não. A campanha tem que se preocupar com conscientização sobre doenças e formas de prevenção. Não em tentar fazer as pessoas mudarem seu comportamento. E por que não, alguém diria… por que isso sim é papel de religiões. De quem doutrina. Cabe às religiões dizerem aos seus fiéis o que esperam deles, e caberá a eles seguirem tais recomendações. Por isso que uma campanha de prevenção direcionada às famílias é inútil. Teoricamente, essas pessoas já estão se protegendo por suas escolhas santas.

O que esse povo quer, como sempre, é vender sua filosofia para o máximo de pessoas possível. É “infectar” mais e mais células de pessoas, seguindo com seu comportamento virótico de se espalhar pela população para conseguir sobreviver. E é muito triste que no nosso estado laico o governo tenha que ficar agradando a essa gente…

Brad Pitt fala de religião e casamento gay

Na última edição da revista PARADE, Brad Pitt falou de seu rompimento com a religião quando percebeu que ela não atendia a um questionamento básico:

“Minha religião me dizia o que não fazer – o que nem pensar em fazer. E essas eram coisas que eu ia experimentar, por que essa é minha natureza. Tenho que experimentar as coisas para saber o que funcionaria pra mim. Digamos, algo simples como o sexo antes do casamento. Eu consigo perceber o que funciona pra mim ou não. Eu saberei. Você diz que é errado eu fazer alguma coisa? Bem, eu sei que não é por que eu simplesmente fiz. Então você diz que alguma outra coisa é errada? Sim, eu também fiz e você tinha razão, é errada pra mim. Mas não era errada só por que você me disse que era.”

Sobre o casamento gay, ele disse:

“Do que vocês tem tanto medo? Essa é minha questão. Gays se casando? O que há de assustador nisso? É complicado. Vocês cresce numa religião dessa e tenta rezar pra manter os gays longe. Sinto tristeza por gente assim. É aí que as pessoas entram em parafuso – ao invés de serem corajosas e questionarem suas crenças, elas tem medo e sentem como se precisassem defendê-las.  Não me incomodo com um mundo com religião nele. Há coisas lindas em todas as religiões. O que me dá nos nervos é quando eles começam a ditar como outras pessoas devem viver. As pessoas sofrem por isso. Eles estão espalhando tristeza.”

Sobre a luta contínua por igualdade:

“Vocês acreditam que ainda estamos lutando por igualdade nos Estado Unidos? Ser contrário ao casamento para todos é a discriminação máxima. Sou engajado nisso por que essa igualdade não vier agora, é a próxima geração quem terá que lidar com isso.
É incrível que Nova York tenha finalmente aprovado o casamento gay. Mas o problema de verdade é que o governo federal se esconde atrás dos estados nessa questão. É ridículo e o governo não devia fazer isso. estão negando a alguns americanos o direito que todos os americanos tem, de viver suas vidas como escolherem.”