Bolsonaro sempre causando… e isso é muito viadagem!

Então ontem o bafo era com o Caio Castro, e hoje voltamos ao de sempre: Jair Bolsonaro!

É como falamos em nosso vídeo, essa diva fala tanto em viadagem, que daqui a pouco vai contribuir involuntariamente com a causa. Também já dissemos, ele tem direito à liberdade de expressão, mas lamentavelmente (por ser alguém influente), é burrinho e não sabe usá-la.

A nova cena foi essa, o ilustre deputado questionando “o amor pelos homossexuais” da presidente Dilma Rousseff.

Mais uma vez, o objetivo do deputado é impedir que o combate à homofobia esteja no programa de educação do país, dizendo mais uma vez que tal coisa seria “propaganda gay”. No nosso país, campeão em assassinatos de homossexuais e com diversos casos de violência ocorrendo na avenida que é palco da maior parada do orgulho, isso é de uma ignorância digna de pena.

Aliás, sobre a Avenida Paulista, o célebre vereador Carlos Apolinário está com uma outra idéia ótima (só que não), depois que sua parada do orgulho hétero foi vetada.

Essa gente não se cansa? Será possível que pra manter um status de poder eles continuarão a instigar o povo contra gays, para mascarar outras questões relevantes em cima de conceitos morais vazios? Apesar de tudo, eu acredito que os avanços são inevitáveis, e que antes do fim desta década veremos um programa educacional anti-homofobia, uma lei específica e o verdadeiro casamento gay no nosso país. Eu sei também que tudo tem o seu preço, então devia simplesmente ter paciência e seguir minha vida, mas ando cansado, sabe?

Será possível que mais sangue terá que ser derramado para que essa gente cale a boca? Isso é tão triste…

Caio Castro é pegador, burro, e muita gente é chata…

Eu nem ia falar nada sobre o bafafá de ontem, envolvendo o Caio Castro e a comunidade gay, por preguiça mesmo. Mas aí, até a minha mãe resolveu dar opinião e eu não aguentei!

Caio é jovem, bonito, famoso e heterossexual. Nada mais natural do que “pegar tudo quanto é mulherzinha que der mole” e achar isso muito normal. Direito de macho. O problema na declaração foi burrice, foi não ter se escondido atrás de um assessor de imprensa. É fácil, basta colocar algum conceito moral pra disfarçar. Por exemplo, ao invés de dizer que “é melhor ter fama de pegador do que de veado”, ele podia dizer que é jovem e está se divertindo, mas que um dia espera encontrar a mulher ideal. Até Fiuk soube fazer isso recentemente, na hora de falar que participou de uma suruba. Simples.

O problema é que “veado” é uma coisa muito desprezível. Isso está na gênese da masculinidade, por que as mulheres são vistas como inferiores e pronto, não é culpa delas. Mas homossexuais são criaturas que abriram mão da posição de poder para se nivelar por baixo. Assim, são ainda piores que as mulheres. É por isso que, sem pensar, um rapaz sai falando que é melhor ser “pegador” do que gay. E nosso país moralista é tão esquizofrênico que a moral se distorce, e o que poderia ser visto como promiscuidade vira qualidade, simplesmente por estar oposto ao pecado terrível da homossexualidade… É por isso que um galã não pode assumir que é gay, ou que um cantor sertanejo precisa plantar notas pegando mulher para disfarçar o óbvio. É por isso que, infelizmente, não temos um gay na mídia dizendo que prefere ser veado do que pegador, né…

No fim das contas, sou contra que peguem o “episódio Caio Castro” e transformem numa guerra também. É dar muito ibope pra algo idiota. Caio provou que é macho mesmo, sendo muito mais burro do que qualquer viadinho seria capaz…

Com a palavra Marcelo de Jesus – o policial do Cine Ideal

     O policial Marcelo de Jesus que me defendeu no caso que ocorreu no Cine Ideal leu o post que escrevi e deu seu relato divino que chegou a me emocionar. Independente de sua orientação religiosa este senhor nos respeita como devemos ser respeitados, como seres humanos iguais que todos somos. =)
Leiam sua resposta:

Olá a todos.

Deixa eu me apresentar: sou o policial em questão aqui!!!
Gostaria de deixar bem claro, antes de falar sobre o lamentável episódio, que sou Policial Civil deste Estado (Inspetor de Polícia), lotado na Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), e que em minhas folgas presto apoio a um grande amigo meu, Orlando Capalluto, dono do Cine Ideal.
Sou cristão evangélico, da tão mal-falada, combatida e mal-interpretada Igreja Universal do Reino de Deus, e como qualquer ser humano desta terra, sou cheio de falhas e defeitos.
Bem, quero deixar, também, bem claro, que não sou, nem nunca fui contra os homossexuais, e procuro agir como determina as escrituras sagradas (amar ao próximo como a mim mesmo). Claro que, se me perguntar, afirmarei que sou contra o homossexualismo, mas JAMAIS contra o homossexual, uma vez que em minha Igreja prega-se que somos todos criaturas de Deus e que não devemos julgar ninguém, para que não sejamos julgados. Diante disso, posso afirmar, com convicção, que AMO a todos, independente de sua opção sexual, pois como disse, Deus não faz acepção de pessoas, e eu também não vou fazer.

Bom, sobre o que aconteceu, posso dizer que fiz exatamente o que minha consciência mandou, agindo dentro da lei, com rigor.
Desculpem-me se não fiz o que muitos gostariam (levar preso, bater, etc.), pois não foi esse o caso…a discriminação é reprovável em nossa sociedade, mas ainda não foi caracterizada como CRIME, dependendo, ainda, de aprovação no Congresso Nacional, daí eu não ter tido a reação de levá-los preso à delegacia. Quanto a bater, vocês já devem ter percebido, pelo que já escrevi, que essa não é mais minha praia.
Quanto ao que falei na hora da abordagem, creio que, por ter sido comentado aqui fora do contexto da situação, foi interpretado de forma errada…eu não falei, ou quis dizer, que existam lugares para gays e outros não…de forma alguma…na hora, o que disse para aqueles rapazes foi que como eles estavam incomodados com as demonstrações de carinho dos namorados, que fosse pra outro lugar, pois ali a festa era deles, pra eles. Assim como eu não gosto de rock, por exemplo, prefiro MPB, não posso ir na porta do Rock’n Rio e ficar criticando abertamente que está lá curtindo, não é verdade? E isso não é discriminação contra roqueiros, o fato de eu não querer ir a um show do gênero, mas se eu for, tenho que aceitar que as pessoas estarão vestidas de preto e pularão ao som da guitarra. Assim eles tem que aceitar namorados gays se beijando, uma vez que a festa é promovida para este público específico. Nunca quis dizer que gays tem que ter lugares próprios para se encontrarem, mas que aquele local, a boate, é um lugar onde os frequentadores são, em sua maioria, homossexuais, e devem ser respeitados por sua opção, não só ali, mas em qualquer lugar.
Para ilustrar o que digo, e demonstrar que falo a verdade, olhem em meu “facebook” e “orkut”, e verão a enorme quantidade de amigos gays que tenho…e não me envergonho disso…e se ainda assim persistir a dúvida, perguntem ao Orlando, ao Vitor Moreno ou a Eula (“hostess” da boate) se sou homofóbico, ou se critico a opção de alguém.

Quanto ao questionamento se fiz isso apenas por estar recebendo da boate para tal, quero deixar claro que passei 2 (dois) anos afastado da segurança da boate, por opção minha, e fui “convocado” pelo Orlando, para reassumir essa função de coordenador da segurança, o que voltei a fazer muito mais pela amizade que tenho por ele (homossexual assumido, diga-se de passagem) que por qualquer recompensa financeira.
E digo ainda que essa função que exerço na boate é para garantir a segurança DENTRO da boate, ou seja, o Orlando jamais me pediu pra dar uma de “segurança de rua”, até porque isso é trabalho da PM. Então o que fiz foi por vocação, por não me conformar com injustiça, por ter isso dentro de mim, isso de ajudar quem me pede, não porque estava sendo “pago” pra isso.

Sei que às vezes, por causa da minha função, tenho que ser enérgico nas minha decisões, mas faço isso pelo bem da maioria que frequenta aquela casa, para que tudo corra bem, e que os frequentadores se sintam seguros e à vontade lá, e para isso, às vezes tenho que ferir o interesse de alguns clientes, e por isso peço que me desculpem se alguma vez fui grosso ou insensível com alguém.

Espero ter podido explicar o fato, e quero me colocar à disposição de quem quer que seja, para que atidudes como a que aqueles rapazes tiveram não se repitam dentro ou fora da boate. Homofobia é reprovável tanto aos olhos do homem quanto aos de Deus.

Que Deus os abençoe, em nome do Senhor Jesus!!!

MARCELO DE JESUS