A edição 21 de Liga da Justiça marcará a conclusão da origem do Shazam, no entanto a magia não abandonará a maior equipe da DC.
O próprio roterista da revista, Geoff Johns, revelou que Zatanna participará da equipe a partir da edição 22 com um novo look. Após o reboot, a persongame marcou presença nas histórias da Justice League Dark, ao lado de Constantine, Desafiador e Madame Xanadu, e usava uma roupa que remetia a uma adolescente gótica, bem longe do visual clássico da personagem.
Esse novo look fará com que a personagem se pareça mais com uma heroína, ela usará uma capa e sua famosa meia arrastão. O responsável pela mudança no figurino da mestra das palavras ditas ao contrário foi o brasileiro Ivan Reis que após alçar o Aquaman a um novo patamar, assumiu a revista da Liga após a saída de Jim Lee.
De todos os títulos da DC, Earth 2 ainda segue apresentando alguns personagens que andam sumidos desde o reboot que ocorreu há pouco mais de um ano.
No primeiro arco conhecemos o jovem Jay Garrick, o assumido (e rycah!) Alan Scott e a destemida Kendra Saunders, tornando o Flash, LanternaVerde e Mulher-Gavião na trindade desta Terra paralela que sobreviveu ao ataque de Darkseid a custa das vidas de alguns heróis.
Atualmente está rolando o arco do Sr. Destino que culminará no retorno do personagem na edição de abril que traz mais uma revelação na capa, confira!
A Fúria, filha da Mulher-Maravilha, está na capa juntamente com o Sr. Milagre. A primeira foi criada por Steppenwolf após a morte de sua mãe na batalha contra o governante de Apokolips, enquanto que o segundo originariamente pertencia aos Novos Deuses.
É impossível não empolgar com a liberdade criativa que o título promove, uma vez que vários personagens não apareceram após o reboot e os Novos Deuses andam sumidos desde Crise Infinita. A pergunta que fica no ar é se o Sr. Milagre está na Terra 2, como Orion está na Terra 1 nas páginas do título da Mulher-Maravilha? Um crossover entre as duas Terras se aproxima? Nos resta aguardar para ver.
Quando fui convidado para escrever sobre quadrinhos aqui no Os Entendidos, ponderei durante dias sobre o que falar no meu artigo de estréia. Decidi focar nos personagens gays das maiores editoras de quadrinhos do mundo, a Marvel e a DC, em função do beijo que o Wolverine lascou no Hércules nas páginas de X-Treme X-Men. Não é uma notícia muito recente, eu sei, mas os personagens gays e lésbicas estão salvando o mundo há mais tempo do que se acredita.
O primeiro personagem assumidamente gay que me lembro de ter tido contato foi o Estrela Polar, ex-membro da Tropa Alfa e atualmente membro dos X-Men. O personagem teve um relacionamento com o Colossus na linha Ultimate; teve uma queda pelo Homem de Gelo, e a tensão sexual entre os personagens fez com que se acreditasse num possível romance, que não rolou; e foi confirmado que teve um caso com o Hércules também, após o ocorrido no funeral do semi-deus, quando as amantes de Hércules se apresentam e Pássaro na Neve afirma que havia mais pessoas presentes para se juntarem a elas. Nesse instante Estrela Polar sai correndo com sua ultravelocidade. Porém o personagem ganhou grande destaque na mídia quando a Marvel anunciou seu casamento com o Kyle nas páginas da revista Astonishing X-Men.
No entanto, a Marvel me surpreendeu mesmo quando revelou que Hulkling e o Wiccano eram um casal! Ambos são dois membros do Jovens Vingadores e renderam diálogos e cenas fantásticas abordando a homossexualidade do casal e a cumplicidade entre os dois era de uma maturidade que falta em muita novela da TV.
Enquanto isso na DC, temos o casal Apolo e Meia-Noite que seriam versões do Superman e Batman na extinta Wildstorm, os personagens faziam parte da The Authority (uma espécie de Liga da Justiça) e protagonizaram o primeiro casamento gay dos quadrinhos.
Ainda temos a Batwoman, personagem criada na década de 50 e reformulada em 2006 fazendo aparição nas páginas da minissérie 52, teve um romance com a policial Renee Montoya e atualmente estrela seu título próprio rendendo boas críticas da maneira como a equipe criativa conduz suas aventuras. Um detalhe curioso é que a primeira versão da personagem foi criada para afastar os rumores de homossexualidade de Batman, gerados pelo livro A Sedução do Inocente, do psiquiatra Frederic Wertham.
Quase na mesma época em que o casamento do Estrela Polar foi anunciado pela Marvel, a DC (o que considero uma verdadeira jogada de marketing) anunciou que um dos seus personagens mais antigos sairia do armário. Muitas especulações foram feitas até que a editora revelou que Alan Scott, o Lanterna Verde da Era de Ouro, era gay nas páginas da revista Earth 2.
Termos heróis gays reforça meu pensamento de que não importa quem você ama ou que faz, ou com quem faz entre quatro paredes. É o nosso caráter e nossas atitudes que devem refletir quem somos, afinal de contas o foco das histórias é a motivação em fazer o bem (ou mal) destes personagens e o fato de serem gays e lésbicas, apenas os transporta para nosso contexto contemporâneo, tornando-os mais humanos e próximos dos leitores.
Ainda considero a Marvel muito mais avançada que a DC. Sinto uma iniciativa mais autêntica na Casa das Idéias, afinal colocar o Wolverine (cuja lista de mulheres se emaranhando naqueles pêlos é incontável) dando um beijo cinematógrafico no muscle bear do Hercules requer muita coragem para isso. No caso da DC, há uma postura mais “morde-assopra”, pois os gays da editora são dois personagens que lembram Superman e Batman, a Batwoman e não a girl, e um Lanterna Verde rebootado, ou seja, são personagens que tem uma certa ligação com os personagens icônicos, mas sem sê-los.
Para encerrar minha estréia, deixo a montagem feita por fãs para a história de amor entre Wolvie e Herc.
A Sony divulgou mais dois posteres do novo filme e reinicio do Homem Aranha. O filme estreia no mês em que Os Vingadores atacarão e Batman salvará Gotham City. Vamos ver quem chegará a casa do bilhão ou do dois bilhões e ganhará a disputa das casas: Marvel/Sony ou Warner/DC?