Com mulheres do quilate de Gretchen, Viviane Araújo, Ângela Bismarchi e Penélope Nova, o casting feminino dessa edição de A Fazenda só ficaria melhor se conseguissem a Luana Piovani.
No lado masculino, é torcer para o Felipe Folgosi e o Lui Mendes tratarem logo de tirar a roupa, já que graças aos céus os lindos Gustavo Salyer (ou Moraes) e Diego Pombo já exibiram tudo.
Mas o participante mais interessante é “o melhor de dois mundos”.
Léo Áquila é o gay da vez, já que parece mesmo existir uma cota rosa nos reality shows brasileiros. Trans? Drag? Menino? Não importa! Léo já chegou DIVANDO com um vestido vermelho que foi um tapa na cara das periguetes do programa. Simpático, já é o responsável pelas cenas mais divertidas da casa.
Pode ser que algum participante se sinta desconfortável com uma visão tão exótica, mas no Brasil politicamente correto (e fake) de hoje, ninguém vai falar. Só que perguntar não ofende, então os peões quiseram saber como Léo gostaria de ser tratado, e a resposta foi muito interessante:
“Sou menino e também sou menina.”
Léo faz piada de si mesmo, como mecanismo de defesa, como é comum a muitos gays. Ele antecipa os questionamentos, falando sobre ser pai, ter colocado silicone, e aceitar ser tratado como os colegas preferirem. Disse que sente vergonha de parecer sexy, porque não é uma mulher, e nessa confusão toda ele acaba acertando.
Em tempos de luta pelos direitos gay, pode parecer que a indefinição de Léo é um desserviço, mas é exatamente o contrário. Ele talvez nem tenha parado pra pensar nisso dessa forma, mas balançar as estruturas das definições de gênero é algo muito importante, para os que lutam contra e para os próprios gays. É claro que dentro dessa comunidade terá muita gente torcendo o nariz, mas uma figura como Léo é muito mais positiva do que um homem-branco-cristão-limpinho-masculino que, por acaso, seja homossexual.


