O mundo está mudando para melhor? Para tentar descobrir a resposta dessa pergunta o Coletivo Lumika lança seu primeiro trabalho, o documentário “Leve-me pra sair”, que retrata opiniões, experiências e conflitos de adolescentes gays vivendo na cidade de São Paulo.
Para esses jovens, ser gay, bissexual ou lésbica, é um grande problema? Qual a idade ideal para sair do armário? Eles sofrem homofobia, preconceito? O termo “opção sexual” faz sentido? O mundo está mudando pra melhor? Ser gay pode estar se tornando um traço de personalidade como outro qualquer, como ser moreno, gostar de rock ou saber imitar aquele apresentador engraçado da TV? Os depoimentos de 10 jovens entre 16 e 18 anos chamam atenção para questões importantes e outras simplesmente divertidas. Através do discurso desse grupo, o filme dá voz à pessoas de uma nova geração e descobre o que eles pensam sobre identidade, sexualidade e preconceito.
Prêmio de Melhor Curta Nacional – Escolha do Público do 20˚Festival Mix Brasil São Paulo.
Quando não tenho onde escrever o que estou pensando – pela falta de caneta e papel -, eu mando um SMS a mim mesmo para não deixar o momento passar. Quando se escreve é mais ou menos assim que acontece: você tem um momento de inspiração em que as palavras simplesmente desabrocham, ou que você chega a uma conclusão que parece tão óbvia, mas que demandou tempo demais para ficar clara aos seus olhos.
A SMS de mim para mim mesmo foi a seguinte:
“Tenho que começar a viver o momento e parar de teorizar, que é justamente o que estou fazendo aqui”.
E foi depois que a mensagem chegou ao meu próprio celular que as luzes se apagaram. Quando as luzes se apagaram, esperei pelos trailers terminarem. A verdade é que fui assistir “As Vantagens de ser Invisível” pela Emma Watson, afinal ela é minha atriz estrangeira preferida. Provavelmente porque cresci com ela.
O filme começou da mesma forma que o trailer, Charlie (Logan Lerman) está escrevendo uma carta. E a partir de então as coisas começam a acontecer. Ele é invisível na escola. É seu primeiro dia no Ensino Médio e ele está assustado. Ele precisa fazer um amigo, mas não consegue. Sua família é composta por seu pai, sua mãe, irmã do meio e irmão mais velho que está fora de casa jogando futebol na faculdade. Ele tinha uma tia, Tia Helen, sua pessoa preferida no mundo.
De volta ao primeiro dia de aula, Charlie conhece seu novo professor de inglês avançado, Mr. Anderson (Paul Rudd) e este se torna seu primeiro amigo, mesmo que isso seja um pouco deprimente. A relação aluno-professor em filmes sempre foi algo que me pegou de jeito, por assim dizer. Muito provavelmente pelos professores que tive durante a vida e essa ser minha profissão oficial. Em seguida, ele conhece um rapaz do último ano chamado Patrick (Ezra Miller), os colegas o chamam de “Nada” e ele odeia isso. Quando Charlie toma coragem e fala com Patrick ele conhece sua meia-irmã, Sam (Emma Watson) e os três começam a ficar amigos.
Daí se desenrola toda a história, que vai muito de encontro ao livro homônimo. A curiosidade de “As Vantagens de ser Invisível” é que o livro e o filme foram escritos pelo mesmo autor, e ainda dirigido por ele. O nome do notável é Stephen Chbosky. O livro é um conjunto de cartas escritas por Charlie para um amigo, que não conhecemos, mas que provavelmente somos nós mesmos. O ponto principal da história em suas duas versões é justamente esse: as relações interpessoais de um adolescente problemático. Problemático por traumas infantis, um desenvolvimento de sua sexualidade não muito saudável, uma depressão causada por culpa.
O título dessa resenha ao que se refere ao “sentimento oceânico”, é um conceito apresentado por Freud em seu O Mal-Estar na Civilização. O Sentimento Ocêanico, resumidamente é tudo aquilo que nos liga com o mundo exterior. A ligação que temos com ele, como se tudo fosse uma coisa só, sempre ligada. Na história isso é referido como algo “infinito”. O sentir-se infinito, é o ponto de libertação dos personagens.
Além de uma adaptação de um livro que, provavelmente, será encontrado na parte infanto-juvenil de qualquer livraria, e ser protagonizado por uma atriz de Harry Potter e um ator de Percy Jackson, o filme (dos mesmos produtores de Juno) nos mostra uma verdade incontestável na nossa sociedade: os problemas adolescentes que costumam ser tratados como frivolidades pelos adultos. Eles podem ser muito mais sérios do que imaginamos. Com atuações fantásticas dos três protagonistas, cenas fortes, engraçadas e dramáticas, “As Vantagens de ser Invisível” é uma história que precisa ser conhecida, via filme ou livro. E ele deve ser conhecido porque em certo momento do filme, você também acaba se sentindo infinito.
Vamos abrindo ou rodando as bolsinhas, minha gente, que a coisa mais gay que qualquer pessoa poderia possuir estará à venda no mês que vem!
Vários foram feitos para a produção, mas só um foi usado à frente das câmeras. Além disso, é o único a ter sobrevivido a um furacão ao passar dos anos. É um ícone da cultura pop e principalmente, da cultura gay. É colocar e já sentir que todas as estradas são de tijolos amarelos… é o vestido usado por Judy Garland em O Mágico de OZ!
A peça irá a leilão no mês que vem, e o leiloeiro Darren Julien estima que o lance final seja superior a meio milhão de dólares! Como os clássicos sapatos de rubi foram vendidos no ano passado, já fica a torcida para que o comprador seja a mesma bicha rica, porque o mundo MERECE um “Lip Sync For Your Life” de Somewhere Over The Rainbow com o figurino original, néam?
Como me sinto quando… fico sabendo que vão vender a roupa da Dorothy?
Esse texto é pra você que viu o filme e que achou o filme não tem nada a dizer ou a acrescentar…
Como vocês bem sabem, a nossa equipe foi conferir a deusa Kylie estreia do novo longa do diretor francês Leos Carax no Festival do Rio. E como as circunstâncias fizeram com que eu visse o filme duas vezes no mesmo dia (e de graça) vou tentar falar sobre essa obra tão plural. E já adianto que se você vier com o argumento de que achou chato, responderei apenas que, para citar uma fala do filme: “A beleza está nos olhos de quem vê”. E se você teme spoilers, digo que não pretendo explicar nada, só apontar algumas das minhas impressões durante a experiência.
Segundo o diretor, apesar da impressão de muitos espectadores, disse que esse não é um “filme de cinéfilo”. Até entendo que ele traz muitos outros questionamentos, mas é difícil não perceber referências ao cinema surrealista de Buñuel e David Lynch, por exemplo. Isso sem falar da impressão que se tem de que o diretor usa quase todas as facetas do cinema: musical, perseguição, gore, drama familiar, animação, ficção científica… Enfim, não é somente possível ver diálogo apenas com trabalhos de outros cineastas e diversos gêneros, mas também com a obra do próprio Leos.
Sendo o filme carregado de referênciais, intencionais ou não, fiquei espantando quando percebi comentários de outros espectadores dizendo que o filme era chato e não dizia nada, que era “apenas pra sentir/experienciar a película”. Como assim?! Não existe produto cultural que escape à realidade do produtor, por mais “ficcional” que possa ser! Esta “análise” mesmo possibilitacompreender fatos da minha realidade, e as suas interpretações dela da tua.
Para tentar remediar a injustiça produzida por esse rótulo de “discurso vazio” que resolvi escrever esse post!