Sunday Tracks: 19/05/2013

cameraobscura

Olá queridos leitores! Seja bem-vindos a mais uma Sunday Tracks, a coluna que te deixa informado sobre o que acontece no mundo da música! Espero que tenham aproveitado bastante o final de semana, e que estejam preparados pra um post recheado de delícias pra fechar com chave de ouro o fim de semana e te acompanhar durante os próximos sete dias.

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10 skylines que valem a visita

Olá, pessoal. Tudo bom com vocês?

Depois da reação positiva de amigos, leitores e colaboradores, preparei para vocês a coluna Sexta é 10, que vai listar, toda sexta-feira, 10 itens diferentes de todo tipo de categoria e interesses para você que preferiu ficar em casa essa noite ou precisa matar o tempo no trabalho até dar a hora do Happy Hour. Preparem-se para listas sobre livros, jogos, quadrinhos, lugares, filmes e séries, música e todo tipo de coisa!

Encorajo os leitores a fazerem, desde já, sugestões para novas listas de 10 nas semanas seguintes com seus interesses preferidos!

Para começar, uma lista de algo que todo mundo deve adorar admirar, um grande interesse meu e a maior fonte de cartões de visita: skylines.

Veja, a seguir, 10 cidades cuja arquitetura e planejamento fazem os olhos brilharem!

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Sunday Tracks: 12/05/2013

Feliz dia das mães a todos nossos queridos leitores!! Espero que tenham passado um domingo maravilhoso com a pessoa que mais se preocupa no mundo com você! Agora que a o dia vai chegando ao fim, venha curtir as novidades do mundo da música aqui com Os Entendidos!

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Fomos Tão Jovens

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Ao primeiro acorde de Tempo Perdido, todos os pêlos do meu corpo se arrepiaram. Quando Thiago Mendonça entoou a primeira nota, foi a minha derradeira rendição à um velho amor que vinha controlado no coração: Renato Russo.

O filme Somos Tão Jovens, conta não só a história de Renato e da formação da Legião Urbana, mas também conta a história das bandas de Brasília surgidas naquela época. Na época de Ditadura Militar, surgidas do coração da besta. O jovem revoltado e sonhador, o Júnior, é apenas uma desculpa pra mostrar a cultura incrível que surgiu no nosso país no final dos anos de 1970 e começo dos anos de 1980. A revolução musical que o Brasil assistiu, quis calar e com o tempo platonizou, como se não quisesse que algo parecido acontecesse de novo.

A história tem muita realidade embora alguns momentos tenham sido romanceados, a personagem Ana Cláudia, por exemplo, é uma síntese de várias amigas de Renato Russo, o que não diminui a beleza do filme. E é claro que as comparações são quase inevitáveis: o filme vai na mesma linha de O Tempo Não Pára, a biografia de Cazuza? Não. Enquanto o filme do poeta carioca é pesado, denso, real, o do Trovador Solitário é um pouco menos pesado (por incrível que pareça), mais juvenil, mais esperançoso, a morte e a doença não são citadas em momento algum. Renato vive. 

Entre as primeiras criações de Renato, a formação e dissolução do Aborto Elétrico, podemos ver figuras conhecidas como toda a banda Capital Inicial (surgida da dissolução do Aborto) e o vocalista dos Paralamas do Sucesso, Herbert Vianna. Quem for fã, vai derramar uma lágrima, por mais que no final ache que o filme deixa a desejar. Quem é crítico vai refletir. Quem é brasileiro, deveria pensar. Acredito que ainda não temos ídolos como foi Renato Russo na música brasileira, acredito que o que nos falta hoje é aquela revolta, aquelas calças e camisas rasgadas. Acredito que o que nos falta é ser mais uma geração coca-cola e menos uma geração dolly.

Isso não foi uma crítica, eu não seria capaz de escrever uma crítica estruturada sobre esse filme, pelo menos não agora. O que espero daqui por diante é uma sequência, o resto da vida… A não ser que a ideia tenha sido deixar Renato vivo, se essa foi a ideia, ela foi cumprida. Eles viveram, e eram tão jovens… E nós? Somos? Acho que envelhecemos, mas já fomos tão jovens.