Oops… Glee did it again! Britney 2.0

Atenção, o post a seguir contém spoilers, apesar de ser mais uma análise do que um resumo! Leia por sua conta e risco!

Eles fizeram de novo! Na semana passada, começou a 4ª temporada de Glee, com as alterações no elenco e a promessa de um retorno às origens, depois de muitas críticas ao desenrolar da 2ª e 3 ª temporadas. O foco dividido entre o McKinley High e Nova York ajudou a melhorar as coisas mesmo, mas a repetição dos arquétipos de forma tão descarada, com uma nova Rachel (Marley), um novo Puck (Jake) e uma nova Quinn (Kitty), foi só chato mesmo… ainda que numa escola sempre apareçam as mesmas figuras!

Felizmente, a separação entre os antigos amigos e namorados dá um bom material dramático, o que ajudou nesse segundo episódio. Quando Glee homenageou Britney na segunda temporada, foi um grande acontecimento. A cantora participou do episódio e comentou durante sua exibição via twitter, fazendo com que rapidamente o assunto fosse um dos mais comentados do mundo. O apelo pop de Britney fez do episódio uma das maiores audiências da história da série, alavancou os downloads das canções de Britney no iTunes, tanto nas versões originais quanto nas repaginadas pela série, e só provou como nossa cultura atual adora mastigar as coisas e cuspir de volta.

Mas se antes o episódio divertiu por imitar quase que exatamente os clipes de Britney, sem nenhum avanço para o roteiro da série, agora foi bem diferente. É lógico que o episódio foi encomendado pela FOX para promover ainda mais o fato de Britney ser a nova jurada do X-Factor (que, aliás, foi o único programa que Britoca comentou no seu twitter), mas explorar a fase destrutiva da estrela foi um acerto. Mais uma vez, a estrela foi a cheerleader Brittany, enfrentando a saudade da namorada, a reprovação, as notas ruins… e sendo até expulsa do Cheerios!

Para levantar a moral da moça, o Sr. Shue pede aos alunos que preparem músicas de Britney, mas o efeito não é alcançado, e Brittany ataca  o repórter da escola com um guarda-chuvas, quase raspa o cabelo e ainda passa vergonha numa apresentação desastrosa de Gimme More. Só que, por incrível que pareça, a coisa não ficou de mau gosto. Lembrando dessa fase de Britney, é quase um milagre que ela hoje esteja tão bem, tão doce, postando fotos dos filhos e saindo sempre de calcinha. Hoje, é perfeitamente possível ver Britney como um modelo saudável de superação, num desfecho tão caro à cultura americana. Assim, não causa estranheza que uma adolescente, num momento problemático, possa se identificar com ela. E graças a esse drama, e episódio conseguiu prestar homenagem sem comprometer o enredo, e ainda pudemos nos aprofundar mais numa personagem tão querida, mas tão pouco explorada.

Já em Nova York, nada de especial. No próximo episódio a série ficará dez vezes mais gay, quando Kurt for trabalhar na Vogue com a Carrie Bradshaw Sarah Jessica Parker como sua chefe, mas até lá, foi só o desenrolar previsível da relação entre Rachel e a professora durona (a ótima Kate Hudson) e o gostosão que quer dar uns pegas nela.

O episódio terminou com Marley interpretando Everytime, narrando um pouco do que passa na cabeça de Rachel e vivendo seu próprio conflito, agora que ela, Jake e Kitty vão repetir EXATAMENTE o que acontecia entre Finn, Quinn e Rachel. Brittany está pronta para fazer seu comeback, apesar da saudade que sente de Santana.

Você pode ler uma resenha minha do primeiro episódio em homenagem à Britney aqui, e um artigo sobre o impacto dele aqui.