Nesta segunda, dia 30, a cantora Katy Perry esteve no Rio de Janeiro, na maratona de lançamento de seu documentário Katy Perry – Part of Me. Estivemos lá conferindo e foi um dia cheio, com a coletiva de imprensa seguida de entrevistas para TV, encontros com os fãs que gritavam desde a madrugada na porta do hotel, sessão de fotos e, por fim, a premiére do filme!
O documentário mostra a trajetória de Katy, de cantora gospel a fenômeno pop, entre números musicais da California Dreams Tour, prêmios, eventos, casamento e separação. Tudo permeado pelo tema principal do filme, definido pela própria Katy: a superação. A mensagem é batida. Acredite nos seus sonhos. Mas no caso de Katy, ela se aplica perfeitamente.
Ela se liberta de um ambiente familiar muito fechado, por causa da religião, e descobre as festas, cores, os sons e os sabores de uma Los Angeles que não pára… enquanto tenta convencer as gravadoras do seu talento. Por um momento, parece que tudo vai dar errado, mas vem uma nova superação e Katy consegue se lançar como queria. Vem o sucesso, o sonho realizado e até um amor… que não resiste ao frenesi dos holofotes. Mas o show tem que continuar.
Detalhes da coletiva, fotos exclusivas e as opiniões de Katy sobre gays e religião, além de um concurso incrível, depois do pulo!
Com músicas como Peacock, Firework e I Kissed a Girl, chama a atenção que Katy tenha vindo de uma família tão religiosa. Perguntada sobre a relação dos pais com o assunto e com o fato de grande parte da sua fanbase ser gay, Katy brincou que muitos do seu staff também são, e falou em evolução:
“Infelizmente eu cresci num ambiente de ignorância. Posso chamar assim. Mas conforme os filhos vão crescendo, os pais vão soltando um pouco as rédeas, e os meus evoluiram comigo. Quando eu comecei a me expressar artisticamente, a falar das minhas emoções, entendi a diversidade de gostos e opiniões de forma muito mais ampla, e naturalmente a minha família também passou pela experiência”.
Sobre o próximo álbum, Katy disse que é hora de voltar às origens, ao amor pela música. Mas não entrou em detalhes, porque acha estranho “dar nome para a criança antes dela nascer”. Perguntada se essa “volta às origens” seria por saudade da adolescente simples, que cantava sentada num banco com um violão azul, Katy foi filosófica:
“Eu não sinto falta daquela garota porque ela ainda sou eu. O que vocês viram nesse filme é o que diz o título, uma parte de mim. E ela também é uma parte de mim. Uma parte que eu posso sempre acessar, porque nunca deixa de estar comigo”.
Katy ainda disse que não pretende seguir a carreira de atriz, porque “não é porque você é bom numa coisa, que será bom em tudo”, e que o negócio dela é música mesmo, até por existirem muitas atrizes por aí querendo uma oportunidade, assim como ela um dia quis o lugar dela.
Atenciosa com os fãs, Katy lembrou o show de São Paulo, quando recebeu a notícia do divórcio do então marido, o comediante Russell Brand, e precisou se desligar da vida pessoal durante duas horas, porque aquilo não era culpa da platéia e era preciso ser profissional.
“Mesmo sem entender Português, eu conseguia sentir o que era. Eu sabia que não era um ‘você é péssima’ – coisa que já foi dita também. Então eu quis trazer esse filme pessoalmente para o Brasil, porque os meus fãs brasileiros foram muito importantes no momento em que eu mais precisei”.

“Quando sonhei estar aqui não era para ser uma celebridade ou para ser celebrada. Eu queria estar aqui para cantar”.
“Katy Perry – Part of Me” estreia dia 03 de Agosto nos cinemas.
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