Motivos para a AFIRMAÇÃO do Orgulho Gay…

Ontem foi o Dia Internacional do Orgulho Gay e muitas questões e debates surgiram na blogosfera e na maioria dos jornais do mundo.

De um lado, um grupo grande de pessoas (inclusive homossexuais e simpatizantes) afirmando que ser gay não é motivo de orgulho propriamente dito. Não por se envergonharem disso, mas por verem que sexualidade , assim como etnia, cor da pele ou tipo de cabelo, é só uma das muitas características que formam o nosso “eu”. Nessa ótica, o sentimento de “orgulho” acaba se tornando prejudicial ao ideal de “igualdade”. É preciso ter muito cuidado pra não se combater a opressão e a homofobia com uma espécie de sentimento de superioridade, uma vez que isso aumentaria a segregação entre gays e héteros, ao invés de cumprir o objetivo de integração.

Assim, qualquer tipo de afirmação segrega, uma vez que se coloca em foco as diferenças. O argumento é que o Movimento LGBT, ao realizar paradas espalhafatosas e tornar o dia 28 de junho uma grande festa, estaria cimentando a idéia de que gays são diferentes do resto da sociedade heterossexual e rompem com um modelo de igualdade para todos.

É óbvio que isso é um ponto importante a ser debatido, e questões como essas devem ser levantadas dentro e fora do ativismo, mas não podemos nos esquecer que estamos falando de um grupo minoritário que historicamente sofre repressão/perseguição. O orgulho entra aí!

Orgulho de sair e falar, de se expor e lutar por igualdade de tratamento, por um movimento íntegro e que reúna todos os interesses dos gays. É disso que o Orgulho Gay fala. A palavra ‘orgulho’ é mais usada em sentido figurado e historiográfico nesse caso. Vale lembrar que o 28 de junho deve ser celebrado não só pelos gays, mas por todo mundo, uma vez que é uma data histórica importante dentro dos movimentos sociais. É o dia que, em tese, deveríamos lembrar do levante de  Stonewall Inn e o surgimento,  pela primeira vez, de um movimento que aglutinasse (ou tentasse) toda a multiplicidade de discursos, dilemas e problemáticas dos homossexuais.

Algo assim é, por si só, motivo de comemoração e de orgulho para todas as pessoas minimamente preocupadas com democracia, igualdade e a luta contra o machismo e a opressão.

O que é interessante de ser observado, ainda, é que afirmação/exaltação e a formação dos estereótipos não são a mesma coisa. Quando digo que celebrar o Orgulho é uma forma de se afirmar, falo em dizer que somos o que somos, com todas as suas complexidades, semelhanças e diferenças; Que não temos vergonha disso e nem vamos aceitar repressão, nos tornar ‘gays respeitáveis’, ou entrar pra multidão normativa e padronizada. Isso é afirmação.

A afirmação que defendo, assim como boa parte do Movimento LGBT, é a de que somos um grupo complexo, composto de pessoas de todas as classes sociais, gêneros, cores e culturas, com anseios e propostas que devem ser defendidos. Ela desconstrói a estereotipia, o que leva a uma luta mais eficaz contra o preconceito e contra a heteronormatividade, que é uma das bases do machismo. É um alicerce, também, do movimento feminista. Não estou afirmando nada de novo. Nada que Michel Foucault, Judith Butler e diversos outros pensadores da Teoria Queer já não tenham discutido exaustivamente.

Por que não deveríamos nos orgulhar disso e sairmos na rua mesmo, e cantarmos nossos hinos e nos vestirmos com muita pluma e paetê? Reforçar estereótipos sobre gays, já historicamente empurrados para a margem da sociedade, é a pior coisa… Mas estereotipia e afirmação são coisas muito diferentes, infelizmente confundidas dentro de movimentos sociais de minorias. É bonito falar, mas o que chama atenção mesmo para o Movimento LGBT e suas problemáticas é a Parada Gay.

A maioria das pessoas não gosta (mesmo homossexuais) porque se tornou feio se misturar com as massas politizadas, né? É pintado como feio pela mídia, pela novela que insiste em rotular os gays como efeminados (algo visto como ruim e pejorativo) e cultuadores da Madonna. Saindo na rua e gritar que não aceitamos perseguição, desigualdade de direitos, ou ainda que não iremos aceitar apanhar calados, ou ter nossas reivindicações pintadas como “querer chocar demais”, que abuso! Afinal, temos que ser medianos, mornos, não muito intensos e sem radicalismos em relação a nada, né?

A afirmação pode ser deturpada contra o próprio movimento? Sim!

Nesse ponto concordo com o grupo que vê nele, o Orgulho Gay, um problema!

It’s a SPICEWORLD again!! Um megapost das Spice Girls!!

Por um breve momento, o mundo estava em paz novamente. O ar estava limpo, não existiam guerras, a religião coexistia pacificamente com a ciência e não se metia em política. E a vida era uma festa que valia a pena ser vivida: Mel B, Mel C, Geri, Emma e Victoria estavam juntas mais uma vez!

A reunião, no hotel St. Pancras Renaissence de Londres, foi na última terça, para o lançamento do musical Viva Forever!, produzido por Judy Craymer (Mamma Mia) e escrito por Jennifer Saunders (Absolutely Fabulous), com as músicas do grupo.

A história é mais do que atual: uma garota segue seus sonhos (what she really, really wants) e conquista a fama da noite pro dia, sacudindo sua relação com a mãe (Mama, I love you, you’re my friend) e os amigos que achava que teria pra sempre. Sob os holofotes, ela é julgada pelo mundo (who do you think you are?), mas no fim das contas o que importa é quem ela é de verdade (you ain’t fooling nobody but yourself) e quem deseja ser, custe o que custar (never give up)!

Já pode sonhar com um filme que tenha a participação das cinco?

O que chamou a atenção da mídia, como sempre, foi a EMPOLGAÇÃO CONTAGIANTE de Victoria Beckham, que sempre tem sido a pedra no sapato nos projetos recentes do grupo. Mas, com ou sem sorrisos, as cinco estavam lá e isso sempre dá um pouco de esperança aos fãs, de que um dia o grupo vá fazer uma nova turnê ou quem sabe até lançar um novo disco (difícil, mas não impossível). E é claro, gera uma onda de nostalgia, que é o motivo desse post. Vamos relembrar? Continuar lendo

28 de Junho – 5 motivos para celebrar o ORGULHO!

É dia do Orgulho Gay e temos muitos motivos para celebrar! Estamos vivendo uma época muito particular, onde a identidade gay é a estrela da última grande luta por igualdade (ainda que o conceito não seja completamente aplicado aos negros e às mulheres).

Faz quase 50 anos que essa luta começou. A revolta no Stonewall Inn em 28 de Junho de 1969 é considerada o marco inicial do movimento de orgulho, e por isso o celebramos nesse dia. Hoje, infelizmente, uma grande parcela da comunidade rejeita o rótulo, não se interessa por ativismo e nem se identifica com os estereótipos efeminados, drogaditos e promíscuos que costumam ilustrar o termo “gay”. Isso é compreensível, claro. Quem é que não quer ser aceito? Não será mais fácil conquistar respeito e aceitação se não incomodarmos? E não é conformismo me identificar dentro da estrutura proposta por quem me oprime?

Não, não é bem assim. Há uma grande diferença entre ser homossexual e ser efetivamente gay, já que esse termo vai muito além do ato sexual em si. E por isso, listo abaixo 5 motivos pelos quais nós devemos sim, ser gays e com muito orgulho!

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