O mundo da moda, símbolo e reflexo de uma sociedade, aos poucos utiliza-se de ferramentas e contextos homoeróticos em suas campanhas – acompanhando o ritmo lento, mas já aparente e não restrito ao gueto, que a aceitação do homossexual percorre na sociedade.
Então, não é de se espantar que no mesmo espaço antes ocupado exclusivamente por casais heterossexuais e a sensualidade feminina explícita, há cada vez mais espaço para ferramentas de marketing e publicidade que despertem e estimulem o consumo e interesse de gays por determinada marca de moda ou produto. Mesmo que a marca não seja unicamente gay, ela demonstra interesse e reconhecimento igualitário por todos os nichos de consumidores, sem distinção de sua orientação sexual.
Diversas marcas nos últimos anos, “saíram do armário” e revelaram o verdadeiro publico masculino de interesse. A italiana Gucci por exemplo, que apresenta uma estética bem desejada pelo publico gay, está prestes a inaugurar sua primeira loja, gay, masculina. No Brasil, a unidade será na capital São Paulo no shopping JK, ainda neste semestre. Logicamente tais campanhas causam tanta repercusão quanto um beijo gay em público, há quem admire ou discrimine, nunca causando indiferença.

H&M.2012: “Moda contra Aids”

Ray-Ban.2012: Pela primeira vez, um dos anúncios da série ‘Never Hide’ (Nunca esconder) tem um casal gay.
O consumidor homossexual é identificado cada vez mais, por pesquisas, como um consumidor mais fiel e consumista em comparação aos héteros. Temos uma necessidade, desejo e prazer semelhante à das mulheres durante à compra e consumo de moda, nos tornando um mercado consumidor de grande potencial de crescimento. Dificil é pagar a fatura do cartão em seguida, mas assim como para as mulheres, torna-se um detalhe.




