Não tem Britney, Madonna ou Lady Gaga. De todas as divas maravilhosas que são assunto recorrente aqui no blog, Jair Bolsonaro é a estrela!
Nosso post mais comentado até hoje é sobre o deputado. Já falamos dele em vídeo e até defendemos seu direito de se expressar (mesmo que contra gays, vejam como somos condescendentes)!!
Foi precisamente um comentário no blog que motivou este post. A graça do debate está nas divergências, e várias pessoas defendem que Bolsonaro tem direito de não gostar de homossexuais e lutar pelos valores morais de seus eleitores, já que eles o colocaram ali justamente para isso. E eu concordo plenamente!
Acho uma pena, mas Jair Bolsonaro representa uma parcela muito significativa da população brasileira. E para essas pessoas, talvez seja muito valioso mesmo, simplesmente por defender o que eles entendem por “moral” com a virilidade necessária para tal. A moral brasileira, coitada, está sendo corroída pela mídia e sua propaganda da libertinagem. Mulheres não prezam a honra, homossexuais se sentem normais, e a religião virou piada. Um homem casto é motivo de deboche, pois o único valor pregado é o hedonismo.
Só que esse povo não entende, ou finge não entender, que essa moral toda é, na verdade, simplesmente MACHISMO.
O machismo, infelizmente, corrói vidas. Pode parece exagero, mas não é. É o machismo que nos faz humilhar mulheres, considerá-las motoristas ruins ou indignas de um mesmo salário. É o machismo que levanta a mão do agressor que espanca ou mata um homossexual, simplesmente por que ele acha que pode. É o machismo que define as bases dessa “moral” que só existe para fazer terrorismo ideológico e manter uma parcela do povo como massa de manobra. É isso que esse senhor faz.
Jair Bolsonaro tem todo o direito de não gostar de gays. Mas ele é uma pessoa pública e seu discurso de ódio tem graves consequências, neste país continental que é o Brasil, que se vende pro mundo como cartão postal, mas que é campeão em assassinatos de homossexuais. Homossexuais que são seus filhos.
Essa idéia de que a moral não existe mais é ridícula. Ninguém pode convencer alguém a ser gay por propaganda, da mesma forma que não se pode dobrar conceitos morais pela tevê. Sim, a mídia tem grande poder. Mas moral… MORAL DE VERDADE, não muda. É basicamente respeitar o próximo.
E se algum novela mostra um casal gay feliz, está levando a discussão para dentro de nossas casas, talvez ajudando um pai ou uma mãe a aceitarem um filho que precise. Isso é bom. Ao mesmo tempo, se o ilustre deputado está na TV destilando seu veneno, pode estar puxando o gatilho de uma crise familiar, ou mesmo de um assassinato. Mas nisso ele não pensa.
Não pensa por que não interessa. É mais fácil sair de defensor da moral, de macho que tem culhão. É mais fácil se promover com a polêmica e assim aumentar seu alcance. É mais fácil usar os homossexuais como areia para os olhos dos eleitores, por que assim eles não conseguem ver o que há de errado na política. Estão muito ocupados defendendo a “moral”, sabe?
Um circo. E ele é a diva. Ultrapop.




