Daí a grife Yves St. Laurent resolveu vender alguns sapatos de sola vermelha em suas lojas. Christian Louboutin não gostou.
Se no começo do milênio o nome para sapatos era Manolo Blahnik, graças às desventuras de Carrie Bradshaw, na virada da década é Christian Louboutin quem está nos pés de todas as celebridades, de Kylie Minogue em shows e clipes à Christina Aguilera no tenebroso Burlesque, passando pela própria Carrie Bradshaw no último filme de Sex and the City e até mesmo a boneca Barbie, que tem uma linha de sapatos especialmente desenhados para ela pelo designer. Isso pra não falar daquela sua vizinha que compra sapato na Di Santinni e pinta a sola de vermelho, né?
Enfim, acreditando que a grife YSL está se aproveitando do reconhecimento de marca das solas vermelhas, Louboutin está processando a companhia, exigindo que todos os sapatos de sola vermelha sejam retirados das lojas YSL. A grife, porém, rebateu que solados vermelhos eram usados pela corte francesa no reinado de Luís XIV, Dorothy os usou em 1939 e que o próprio Yves Saint Laurent já fazia sapatos assim nos 70.
A primeira decisão sobre o caso favoreceu a YSL, pois vermelho é uma cor e seria desafiar o senso comum estipular que ela é uma marca. Mas como foi Louboutin quem criou o conceito da sola vermelha, com sua estudada campanha de marketing (celebridades nas revistas certas com sapatos emprestados, produtos limitados que se esgotam rapidamente, etc…), coube o apelo e parece que tão cedo a história não vai terminar.
E aí, gente? O que vocês acham? Alguém quer ser dono do amarelo?





