Louboutin: o dono do vermelho?

Daí a grife Yves St. Laurent resolveu vender alguns sapatos de sola vermelha em suas lojas. Christian Louboutin não gostou.

Se no começo do milênio o nome para sapatos era Manolo Blahnik, graças às desventuras de Carrie Bradshaw, na virada da década é Christian Louboutin quem está nos pés de todas as celebridades, de Kylie Minogue em shows e clipes à Christina Aguilera no tenebroso Burlesque, passando pela própria Carrie Bradshaw no último filme de Sex and the City e até mesmo a boneca Barbie, que tem uma linha de sapatos especialmente desenhados para ela pelo designer. Isso pra não falar daquela sua vizinha que compra sapato na Di Santinni e pinta a sola de vermelho, né?

Enfim, acreditando que a grife YSL está se aproveitando do reconhecimento de marca das solas vermelhas, Louboutin está processando a companhia, exigindo que todos os sapatos de sola vermelha sejam retirados das lojas YSL. A grife, porém, rebateu que solados vermelhos eram usados pela corte francesa no reinado de Luís XIV, Dorothy os usou em 1939 e que o próprio Yves Saint Laurent já fazia sapatos assim nos 70.

A primeira decisão sobre o caso favoreceu a YSL, pois vermelho é uma cor e seria desafiar o senso comum estipular que ela é uma marca. Mas como foi Louboutin quem criou o conceito da sola vermelha, com sua estudada campanha de marketing (celebridades nas revistas certas com sapatos emprestados, produtos limitados que se esgotam rapidamente, etc…), coube o apelo e parece que tão cedo a história não vai terminar.
E aí, gente? O que vocês acham? Alguém quer ser dono do amarelo?

 

Everything is Beautiful!

A maioria dos brasileiros, como eu, conheceu Kylie Minogue em 2001, quando estourou o hit Can’t Get You Out Of My Head (La, la, la…). Para mim, o clipe minimalista em branco, preto e vermelho representou um impacto visual até então desconhecido no mundo POP. Assim como a coreografia com traços de dança moderna e um tanto de surreal.

No auge do hit a Directv exibiu o show Live in Sydney e então fui fisgado pelo espetáculo de referências ao mundo pop/retrô e a latente pinta gay. Ainda lembro do momento em que me surpreendi ao perceber que dois bailarinos formavam um par entre outros “pares héteros”, o que fez com que Kylie se destacasse, pra mim, como diva-gay-descarada-e-não-sugerida. Isso no início dos anos 2000. Mas o que foi mesmo arrebatador nesse show foi a coreografia de Light Years (CD título da tour)

Algo que só foi superado sexta passada em uma das sessões 3D da última tour da cantora, Les Folies, do CD Aphrodite. A coreografia de In My Arms simula um recife de corais onde os bailarinos se tornam um organismo vivo único. Algo que coroa a beleza do espetáculo que homenageia o belo e o amor, como se poderia esperar do título do CD.

Acho que não preciso dizer que no dia 08 de novembro de 2008 eu estava em São Paulo assistindo ao show da tour X e posso dizer, como muitos, que virei devoto. E apesar de não ter vindo toda a parafernália do show, em nada a minha experiência foi menor. Participar daquela multidão, majoritariamente gay, se esgoelando junto com ela ao som de quase todas as músicas do repertório foi uma experiência única. E que faço votos que se repita, mesmo que desfalcada, nesse ano ou no próximo! Porque se eu já fico satisfeito de ter tido a experiência audiovisual do show através do 3D, que em muito ajudou na boa percepção do Mise-en-scène, imagino ao vivo! Mas não, certos detalhes não seriam profundamente captados no calor da emoção de estar diante da diva.

Música, Alma e Sexo! Uma noite com Ricky Martin!

V de viad… vida, vitória, vemnimim! Sei lá!

Aconteceu ontem, no Citibank Hall, o show carioca da tour M.A.S – Música + Alma + Sexo, do astro porto-riquenho Ricky Martin. Se você tem chance de ir ao último show brasileiro do moço, neste dia 30, em Porto Alegre, vá.
Lindo, carismático, energético. É assim que Ricky ficou conhecido quando seus hits Maria e Livin’ la vida loca estouraram pro mundo e ele certamente não decepciona.
Este show é bastante significativo, pois é primeira turnê do cantor depois de ele ter se assumido gay. A proposta de desnudar a própria alma, que começou com o livro EU e seguiu com o disco M.A.S está nos shows também. Os vídeos mostram Ricky acorrentado, lutando pra se libertar e depois livre, nu, numa festa de cores. Relatos dos músicos e dançarinos falam sobre preconceito, igualdade e de orgulho. O fetiche está na dança, chicotes, uma orgia num sofá.
Mas é claro, o mais importante é a música. Cheio de fôlego, Ricky encanta com sua energia e simpatia, levando o público ao delírio com sucessos como La Bomba e She Bangs. O ótimo português também ajuda e no fim, quando ele aparece de Havaianas, pega uma bandeira da platéia e se diz um pouco brasileiro, dá até pra acreditar.

Mais fotos do show depois do pulo!

Continuar lendo

RuPaul fala sobre Raja

Em um almoço com a crítica de moda do The New York Times, Cathy Horyn (tipo o almoço mais fabuloso do mundo, ya know), RuPaul disse o seguinte sobre a campeã da terceira temporada de sua Corrida das Loucas, Raja:

“Primeiro de tudo, se você consegue passar pelos desafios, então você é o último homem de pé. Além disso, ela consistentemente tinha uma visão Google Earth do mundo – não era uma drag regional. Ela tem um histórico em moda e arte. Tivemos um desafio “Eu amo a América” e ela apareceu vestida de índia nativa – brilhante! As outras garotas fizeram o óbvio. Raja é muito esperta, ela entende o que é isso. Na semana em que venceu, ela tinha uma música no iTunes. Agora ela está na Absolut tour. Ela virou uma marca. Ela vai vender coisas. Isso é o que fazemos aqui. Vendemos e apoiamos produtos. A coisa mais importante que ela tem que fazer é continuar interessada, por que se você não sabe regular e manter um equilíbrio, não faz sentido.”