Nessa semana terminou a segunda temporada de GLEE, e independente de algumas decepções, Kurt considerou seu ano bem bom…
Verdade. Segundo Ryan Murphy, a terceira temporada da série (que começa em Setembro) será a última com o elenco original. É uma escola, vai todo mundo se formar e seguir adiante. Esse talvez seja o fim de tudo, mas não adianta especular sobre isso, talvez o diretor consiga fazer a transição para uma nova turma com sucesso. O que interessa, ou pelo menos interessou nessa segunda temporada, é o Kurt.
Apesar da estética, do gênero e de várias referências efetivamente gays, GLEE fala do grupo de losers de uma escola, com vários casos típicos, e “o gay” era só mais um. Mas, com tudo que vem acontecendo nos EUA, o bullying e as altas taxas de suicídio entre jovens gays, Kurt foi a estrela da temporada, e isso é muito importante.
Nesse ano, ele sofreu perseguição e saiu da escola depois de ser beijado por um valentão enrustido. Se apaixonou por um garoto e não foi correspondido, até que sua sensibilidade acabou por conquistar seu amado. Depois ele voltou para a antiga escola e por um momento quase se convenceu de que tudo tinha mudado por lá, até que num momento agridoce, foi votado a rainha do baile!
Seu intérprete,Chris Colfer, tinha feito teste para o papel de Artie mas impressionou tanto o criador da série que ele resolveu criar Kurt, e usar o personagem para tratar da questão gay na adolescência. A performance valeu a Colfer um Globo de Ouro, muito mais significativo por ser ele assumido.
A glória de Kurt vai muito além de GLEE. A série pode ser boba, pode ser moda passageira. Mas com Kurt nós temos um personagem gay e efeminado, sofrendo as consequências dessas características. Temos o amor adolescente, com seus dramas e conquistas, tratado com naturalidade e rolou até uma cena de beijo e declarações de amor. Um pai que defende seu filho gay a todo custo, luta contra a homofobia, a tentativa de ajudar outro rapaz a aceitar sua própria sexualidade e, é claro, muitos conservadores achando isso péssimo… por que se me dissessem, uns 3 anos atrás, que teríamos esse tipo de coisa num seriado para jovens, num canal como a FOX, eu duvidaria. A conquista é enorme.
Kurt Hummel realmente teve um ano bem bom… mas os outros serão ainda melhores, pois ele já é parte da iconografia gay e, como tal, viverá para sempre!



